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PARQUE MATARAZZO

Trabalho realizado para a conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo pelo  FIAM FAAM Centro Universitário, com orientação da professora Katia Luli Nakashigue.

Prancha 1

prancha 2

prancha 3

 

prancha 4

prancha 5

prancha 6

prancha 7

RESUMO

A agressão ao meio ambiente tem sido considerada de diversas formas, porém o tema “contaminação do meio físico” é tema recente e tem recebido bastante atenção pela grande aparição de casos de contaminação.
A questão da contaminação de solos acontece na maioria das vezes por atividades industriais.
O declínio das atividades industriais já vem ocorrendo em alguns municípios da Região Metropolitana de São Paulo, especialmente a região do ABC há algumas décadas, enquanto o número de estabelecimentos comerciais e de serviços tem aumentado significativamente desde 1997.
A desativação ou reutilização de estabelecimentos industriais normalmente não obedeciam a critérios técnicos com fim de evitar riscos ‘a saúde da população e qualidade de seus recursos naturais.
A necessidade de atender esses critérios técnicos deu-se a partir de 1992 com o início da preocupação ambiental quando o meio empresarial por força de legislações federais, estaduais e municipais, iniciaram um processo de melhoria da produção para minimização dos resíduos tóxicos, mas os que já haviam sido produzidos e despejados no solo causando contaminação, passaram a ser chamados de passivos ambientais, havendo a necessidade de tratamentos para removê-los ou minimizar seus efeitos.
Segundo a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), a qualidade do solo é considerada um bem a proteger e tendo por base a existência de risco ‘a saúde da população decorrente da exposição ao poluente hexaclorociclohexano, presente nas áreas das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, antigo complexo industrial situado no município de São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo, o presente trabalho foi desenvolvido para atender as necessidades da população para que possam usufruir de uma área de lazer com segurança, dando um uso ao terreno desativado na segunda metade da década de 80.
A proposta é que seja feito um parque, já que a área do Bairro Fundação é deficiente neste quesito.
É idéia da Prefeitura de São Caetano do Sul propor um parque para a região, porém a CETESB não autoriza a construção devido ‘a contaminação no solo por diversos materiais tóxicos, como o mercúrio e o benzeno, porém o de maior risco a saúde e de difícil descontaminação é o hexaclorociclohexano, popularmente conhecido por BHC. A descontaminação do terreno é possível, porém tem custo altamente elevado e as outras formas que serão citadas no decorrer do trabalho, podem levar milhares de anos para resolver o problema.
Foram estudadas técnicas de remediação para propor um melhor uso para a área que hoje está completamente abandonada, com risco de invasão e proliferação de animais.
Foram descobertas técnicas de fitorremediação e biorremediação, porém o tempo para que façam efeito é completamente inviável.
A partir de estudos e entrevistas feitas com engenheiros químicos e arquitetos, foi entendido que a contaminação se dá principalmente com o contato com a pele, em segundo lugar pela respiração e em terceiro pela ingestão.
A solução para que se possa dar um uso ‘a área de maneira segura é elevando cerca de 1,5 m do solo e cobrindo-o com forrações de vegetação, as quais contribuiriam para que as partículas de solo não se espalhassem pelo ar. Essa solução evita o contato direto com o solo e a contaminação pela respiração por possíveis partículas de solo que se propagam pelo vento, dessa forma, o visitante não terá contato direto com as áreas contaminadas do solo.
A proposta, portanto, é um parque, elevando o a 2 metros do nível do solo, com áreas vazadas invadidas por vegetação cuidadosamente escolhidas para que esta possa participar do processo de descontaminação, portanto, enquanto é dado um uso seguro ao terreno, ainda será dado início ao processo de descontaminação do solo.
Foram estudados os dados urbanísticos do local, tal como a morfologia, relações sociais e leis de zoneamento para melhor proposta e escolha do tema, assim como foram levantadas as potencialidades e fragilidades da área.

PARTIDO

O Partido do projeto deu-se da necessidade de substituir ou descontaminar o solo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, que sofreu degradação por hexaclorociclohexano (BHC).
Este processo de descontaminação seria demorado e impermeabilizar tudo não seria ecológico e eficiente para o caso. Assim, para controlar os processos de contaminação, isolar pontos considerados perigosos e construir superfícies de proteção é preciso projetar um grande deck, dessa forma, o visitante não terá contato direto com as áreas contaminadas do solo.
A partir de 2 acessos ao parque por meio de rampas, com equipamentos interativos para crianças, jovens e idosos, o parque traz bem estar e atividade ao local. O piso elevado além de dar singularidade ao projeto resolve o problema de não poder ter contato com o solo contaminado.

DESCRIÇÃO DO PROJETO

O acesso ao parque acontece por meio de rampas. A entrada principal deve ser feita integrando a igreja tombada com a Praça Conde Ermelino Matarazzo, abrindo uma larga rampa vindo da Praça para a entrada do parque. A entrada secundária fica localizada próximo a escola proposta, esquina com a Rua Maximiliano Lorenzini e permite a entrada de ônibus escolares.
Os acessos ao parque são feitos totalmente por rampas, não existindo degraus no local, para facilitar o acesso de
cadeirantes e idosos, pensados para permitir a acessibilidade universal.
A circulação principal acontece por um caminho largo, cortando o parque longitudinalmente, sendo acompanhando pela pista de cooper, permitindo a contemplação da vegetação que invade o deck em algumas partes, tornando o caminho ainda mais sinuoso e quebrando a monotonia.
A arborização acompanha o fluxo do pedestre, sombreando os caminhos e os bancos deixados embaixo das árvores, além de agirem como fitorremediadoras, trabalhando na remediação do solo.
A proposta é a instalação de decks a 2 metros do solo. Este deck, com formas orgânicas, não seguindo nenhuma linearidade, definido pela continuidade do plano horizontal do piso com fechamentos laterais, criando ambientes e programas com essa diferença de cota e nível.
A frente do terreno é cercada por um muro que servia como fachada e entrada da antiga indústria. É de importância a preservação deste muro, já que representa o início da história da cidade, fazendo parte da identidade visual do local.
A Ilha Musical fica ‘a frente da entrada, localizada no centro do parque. O espaço projetado para pocket shows possui design contemporâneo e leve, contrastando com a arquitetura local, já que o bairro é predominantemente de residências da década de 30 e fazendo com que a natureza possa interagir com o local . Este espaço musical além de proporcionar área para pocket shows, também poderá abrigar a festa italiana, tradicional na cidade, que acontece anualmente na Praça Ermelino Matarazzo.
Os quiosques estão dispostos em dois lugares, para conforto e praticidade dos usuários. Permite o uso como praça de alimentação.
Sanitários estão localizados nas extremidades do parque, possuindo fácil acesso aos mesmos. As paredes são forradas de pedras e vegetação para criar uma cumplicidade com o parque.
A área zen é um espaço de relaxamento e contemplação. Possui espelho d’água, redário e bancos cobertos todos por uma grande pergola. Cercada de um lado por ipês brancos e no outro, coloridos, esta área também possui espaço com mesas para convivência.
O espaço para a terceira idade tem um grande pergolado com bancos criando sombras e espaços de contemplação, além de equipamentos para exercícios físicos e mesa de jogos para proporcionar atividades variadas.
O playground das crianças é um espaço lúdico, com casas na árvore e brinquedos interativos. Possui também espaços para os pais, para que possam usufruir do espaço cuidando de seus filhos.
Localizada no fim do parque, uma Escola de Educação Ambiental com a proposta de promover atividades complementares, disponibilizando aulas de artes, reciclagem, artesanato e conhecimentos de fauna e flora. Um minhocário auxilia nessa tarefa assim como a horta hidropônica e o espaço para árvores frutíferas em vasos, já que o solo é contaminado e não pode possuir tais plantas.
A intenção de integrar a paisagem e dinamizar o entorno urbano respeitando a cultura local e as condicionantes ambientais, vem com a necessidade de atender diversos perfis dinamizar públicos, tais como moradores de todas as faixas etárias, principalmente crianças de até 14 anos e idosos acima de 60 anos, tais como visitantes de outros locais.
A inclusão social dos moradores também faz parte do objetivo da proposta, acreditando que com a implantação do parque, haverá uma melhoria nas condições de vida da população, permitindo acessos ao lazer e a cultura com a possibilidade de usar um espaço municipal em desuso para o bem público, reduzindo também as distâncias sociais, já que o Bairro Fundação apresenta níveis sociais diferenciados e consequentemente, reduzindo a violência.
A Escola de Educação Ambiental possui como proposta atividades complementares oferecendo cursos livres e aulas de artes e reciclagem, funcionando com prévio agendamento.
As crianças e visitantes, além de terem este contato com a sustentabilidade, também possuem oportunidade de usufruir de espaços como a horta hidropônica, onde podem plantar e colher alimentos, horta frutífera cultivada em vasos no estilo “bonsai” e um minhocário.
Integrado ao parque, o projeto da escola foi inspirado em ocas indígenas, portanto as salas são redondas, o que promove a interação e comunicação, revestidas em bambu, para que possa criar este clima de natureza, além do piso colorido, geométrico, com desenho inspirado no cocar dos índios.
A Escola e o Parque interagem com a mesma proposta: trazer aos visitantes e usuários um espaço de bem estar e uma cultura de meio ambiente e preservação.
Do pátio principal da escola nasce uma rampa que dá acesso a cobertura verde. Com espelhos d’água quem escorrem pela parede do minhocário e desenham sobre o deck um outro espaço de contemplação, esta laje serve como um mirante, sendo possível dela, observar todo o parque e contemplar a diversidade de vegetação.
Nela também são abertos dois tetos de vidro, um pelo qual está o espelho d’água que ilumina o pátio central e outro que ilumina o pátio das salas de aula.

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Vamos expor os trabalhos dos nossos arquitetos?

TFG de Carolina Vilela

fonte:  Carolina Vilela

Olá!

Sou a Professora Helena Degreas e decidi expor o trabalho dos meus queridinhos ex-alunos e recentes colegas não só para aqueles que ainda estão no curso, mas também para todo o mundo!

Dizem que sou blogueira mas, na verdade, gosto de mostrar o que fazemos e a qualidade dos alunos que estamos formando.

Colaborem enviando para o email que deixei postado na página “Contato”. Insiram o título do trabalho, uma foto (sua e do trabalho  – “tipo melhores momentos do TFG), as pranchas separadas e numeradas com resolução bacana (no máximo 1 mega para cada uma – lembrem-se de que no Brasil, a internet não é lá grande coisa e o trabalho pode demorar muitooooooooooooo para baixar).

Em tempo: pode ser TFG de qualquer escola, ok? o que vale é mostrar os trabalhos de nossos jovens arquitetos!
😉